Perfil
Francisco S. N. Lobo
Pesquisador do Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço; professor auxiliar com agregação na Universidade de Lisboa
Lobo estuda buracos de minhoca e geometrias de dobra propostas, calculando a matéria e energia que exigem. Com Matt Visser, identifica violações das condições clássicas de energia nos modelos de Alcubierre e Natário mesmo em baixas velocidades, não apenas em movimentos mais rápidos que a luz. Essas condições descrevem restrições sobre a densidade de energia e a pressão. Com Miguel Alcubierre, explica como os horizontes dos modelos superluminais impedem que um observador a bordo crie ou controle a bolha quando desejar.
Afiliações
- Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço, Universidade de Lisboa
Canais
Bibliografia
A inclusão em uma bibliografia não estabelece autoria. Os créditos aparecem na atribuição.
Entradas bibliográficas publicadas: 2. Exibindo 1–2 de 2.
Obra incluída na bibliografia
Trabalho acadêmico · 2004
Fundamental limitations on 'warp drive' spacetimes
- Francisco S N Lobo(Autoria)
- Matt Visser(Autoria)
Francisco Lobo e Matt Visser usam espaços-tempos de dobra como experimentos mentais que testam os fundamentos da relatividade geral. Formulam com cuidado os espaços-tempos de Alcubierre e Natário, precisam a noção de comunicação superluminal e confirmam que ambos violam de forma não perturbativa as condições de energia clássicas. Aplicam gravidade linearizada a dobras de Alcubierre e Natário de campo fraco e testam as condições de energia em primeira e segunda ordem na velocidade da bolha. Destacam um aspecto não observado antes: uma dobra espacial seria um propulsor sem reação. Nas duas dobras, violações significativas das condições de energia persistem mesmo em velocidades arbitrariamente baixas. Tratando a nave como massa finita, a energia negativa líquida no campo de dobra deve ser uma fração significativa da massa da nave.
Obra incluída na bibliografia
Trabalho acadêmico · 2017
Warp drive basics
- Miguel Alcubierre(Autoria)
- Francisco S. N. Lobo(Autoria)
Neste capítulo de 2017, Alcubierre e Lobo estudam geometrias de dobra como formas matemáticas de encurtar viagens distantes sem que a nave ultrapasse a luz em sua vizinhança imediata. Para a geometria de Alcubierre, calculam densidade de energia negativa nas paredes da bolha, mesmo em baixas velocidades. A análise com uma nave de massa finita relaciona a energia necessária à velocidade, ao tamanho e à espessura das paredes. Em velocidades superluminais, sinais da nave não alcançam a borda frontal externa; a tripulação não pode criar ou controlar toda a bolha quando quiser. Krasnikov propõe modificar a rota durante a viagem inicial de ida para encurtar a viagem de ida e volta. Rotas combinadas adequadamente podem retornar a um instante anterior, embora a geometria original de Alcubierre não contenha esses ciclos.